SUA FIRMA LUCRA COM DINHEIRO PÚBLICO.

DENÚNCIA: O Negócio da Moralidade — Como o Vereador Lucra com o Dinheiro Público que ele Diz Defender

PALMAS— Um dos discursos mais inflamados do vereador Vinícius Pires na tribuna é o seu posicionamento radical contra a terceirização da saúde.

O parlamentar se coloca como uma barreira ética contra a entrada de entidades sem fins lucrativos na gestão de unidades como a UPA.

No entanto, ao analisar os registros de sua vida empresarial, a “moralidade” do vereador parece ter dois pesos e duas medidas.

Privatização para os Outros, Contratos para Mim

​A grande contradição que choca o cidadão de Palmas o fato de

o parlamentar ser sócio-administrador de uma Pessoa Jurídica (PJ) com fins lucrativos, gerida em família.

Enquanto ele usa o microfone para condenar que organizações sociais assumam serviços públicos, sua empresa privada não demonstra qualquer reserva ética ao assinar contratos e receber repasses diretos do orçamento municipal.

O Conflito de Interesses e a Vedação Legal

​O caso ganha contornos de ilegalidade quando observamos que o vereador figura como sócio-administrador em contratos com o poder público.

A legislação é clara: quem exerce função pública eletiva está proibido de gerir empresas que possuam contratos com o município que ele próprio deve fiscalizar.

  • A Pergunta Inevitável: Como um vereador pode fiscalizar com isenção a aplicação do dinheiro público se ele mesmo é o beneficiário final desses recursos através de sua empresa?
  • O Lucro Familiar: A empresa, que inclui seus irmãos no quadro societário, transforma o orçamento da saúde em faturamento privado, criando um ciclo onde o “paladino” critica a gestão pública com uma mão, enquanto a outra assina o recebimento do empenho.

Questionamento à Sociedade

​Se Vinícius Pires se diz uma pessoa de honestidade inquestionável, por que ele esconde o fato de que sua firma jurídica lucra com o dinheiro do contribuinte?

Por que o modelo de “empresa privada” só é ruim quando não pertence à sua família?

​O que vemos não é uma defesa do serviço público, mas sim um protecionismo de mercado travestido de ética.

O vereador precisa explicar ao povo de Palmas:

sua luta é realmente pela qualidade da saúde ou para garantir que o fluxo do dinheiro público continue batendo à porta da sua própria empresa?

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