
Mistério no Tocantins: Vicentinho Júnior ganha fôlego nas pesquisas e prepara “salto” para nova legenda
PALMAS, TO – O tabuleiro político do Tocantins amanheceu em polvorosa neste pós-feriado de fevereiro de 2026.
O protagonista do momento é o deputado federal Vicentinho Júnior, cujo nome saltou para a vice-liderança nas intenções de voto para o Governo do Estado, segundo o levantamento mais recente do Instituto Exata, divulgado nesta quinta-feira (12/02).
Com 19,33% de apoio popular, o parlamentar deixou de ser uma “aposta para o Governo” para se tornar uma ameaça real
ao favoritismo da senadora Dorinha Seabra (União Brasil), que lidera com 22,93%. A curta distância entre os dois — e a liderança de Vicentinho em colégios eleitorais estratégicos como Palmas e Porto Nacional — acelerou uma decisão que vinha sendo tomada nos bastidores: a saída do Partido Progressistas (PP).
O “Gargalo” da Federação
A saída de Vicentinho do PP não é apenas uma escolha pessoal, mas uma necessidade de sobrevivência política.
Como o PP está federado ao União Brasil (partido de Dorinha), as regras eleitorais impedem que ambos disputem o mesmo cargo majoritário pela mesma coligação.
Para manter vivo o sonho do Palácio Araguaia, o deputado precisa desembarcar em uma nova “casa” política que lhe garanta a legenda para ser o cabeça de chapa.
O Enigma do Novo Partido
A grande pergunta que ecoa nos corredores do Palácio Araguaia e nas prefeituras do interior é:
para onde irá Vicentinho Júnior?
O deputado tem mantido uma agenda intensa de conversas, mas faz questão de guardar o destino sob sigilo absoluto. Ele tem buscado uma sigla que ofereça três pilares fundamentais:
- Autonomia total para montar seu palanque;
- Tempo de TV e fundo partidário robustos;
- Independência em relação ao atual grupo governista, caso o consenso na base não seja alcançado.
“Realidade, não blefe”
Ao comentar os números da pesquisa nesta sexta-feira (13/02), Vicentinho foi enfático:
“Para quem outrora achava que éramos um blefe, descobriu que somos uma realidade”.
O recado foi interpretado como um aviso de que ele não aceitará recuar para cargos secundários.
Com a janela partidária se aproximando em março, o Tocantins aguarda o “xeque-mate” do deputado.
Ele escolherá uma sigla tradicional de centro ou apostará em uma legenda com forte alinhamento ideológico à direita?
O silêncio do parlamentar só aumenta a expectativa
A pergunta que fica para o eleitor tocantinense é: Em qual ficha de filiação Vicentinho Júnior assinará seu nome nos próximos dias para tentar desbancar o favoritismo palaciano?

