Casa Brasil KASARIN QUER DESABRIGAR 150 FAMILIAS

KASARIN QUER DESABRIGAR 150 FAMILIAS

por Marclayton Pereira de Morais

 Manchete: Sob Sombra de Tratores, 150 Famílias de Colinas do Tocantins Lutam Contra Despejo Iminente

COLINAS DO TOCANTINS – O clima no setor Jardim Novo Progresso é de desespero e indignação. Sem qualquer diálogo prévio ou tentativa de conciliação, o prefeito Josemar Kasarin (Kasarin) enviou notificações de despejo para mais de 150 famílias, ameaçando demolir residências e expulsar moradores que construíram ali suas vidas.

A Canetada do Medo

​Diferente do que se espera de uma gestão pública democrática, o gabinete do prefeito optou pelo silêncio e pela força documental.

Segundo os moradores, não houve reuniões, assembleias ou propostas de reassentamento.

Em vez de assistência social, as famílias receberam avisos de desocupação com prazos exíguos, sob a ameaça direta de verem suas casas reduzidas a escombros por máquinas da prefeitura.

Interesses Ocultos e a Política de Exclusão

​A denúncia que ecoa nas ruas de Colinas é de que a pressa na desocupação não visa o bem comum ou a urbanização social.

Pelo contrário: aponta-se uma manobra cruel para “limpar” a área e favorecer interesses de grupos economicamente abastados.

​Enquanto a prefeitura alega irregularidades, a população questiona a seletividade da lei.

Por trás das notificações, esconde-se a intenção de gentrificar o terreno, removendo famílias humildes para dar lugar a empreendimentos ou lotes destinados à elite financeira da região.

​”Ele não veio olhar no nosso olho. Mandou apenas o papel dizendo que vai derrubar tudo. Para onde vão nossos filhos e idosos? Ele quer tirar o pobre para dar o chão ao rico,” desabafa um morador que prefere não se identificar por medo de retaliação.

 

O Papel da Justiça e da Sociedade

​A ausência de um Plano Diretor que contemple a regularização fundiária de interesse social em Colinas levanta questões jurídicas urgentes.

Movimentos sociais e órgãos de defesa de direitos humanos já começam a se mobilizar para barrar o que consideram um “ato de crueldade administrativa” e garantir que o direito constitucional à moradia seja respeitado.

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