Em uma Araguaína transformada em reino de areia e asfalto, o Sultão Wagner Rodrigues caminha pelos jardins do palácio, ignorando que, entre um cafezinho e uma coletiva,
o ar está carregado de fragrância de traição.
No centro dessa miragem, surge a figura mais
patética do folclore local: o Jornalista Infiltrado, também conhecido como o “Capacho de Ouro” do terrível Jafar.
O Plano “Gênio” (Sem Lâmpada e Sem Luz)
O nosso bravo infiltrado, movido a promessas de um cargo de “Escriba Real de Terceira Classe” e talvez um saco de tâmaras secas,
recebeu a missão de Jafar: derrubar o Sultão com o poder da fofoca profissional.
A estratégia é de uma sofisticação de dar inveja a uma criança de cinco anos:
- Inventar que o Sultão gasta o tesouro real com excesso de sorrisos nas inaugurações.
- Sussurrar nos ouvidos dos Vereadores-Mercadores, que estão mais preocupados com o preço do camelódromo do que com o destino do reino.
- Tentar um impeachment baseado no rigoroso crime de “não ser o Jafar”.
O Calvário do Infiltrado
O problema de ser um capacho é que, eventualmente, as pessoas limpam os pés em você.
O infiltrado corre pelos corredores da Câmara, tropeçando na própria língua, tentando convencer os nobres parlamentares de que o Sultão cometeu crimes hediondos contra o bom senso de Jafar.
É uma cena dantesca:
o jornalista, com a ética de um hiena e a credibilidade de uma nota de três reais, tenta transformar um “ouvi dizer” em uma peça jurídica.
Ele acredita piamente que é o mestre da manipulação, quando na verdade
é apenas o controle remoto pilhado de alguém que não tem coragem de aparecer.
O Gran Finale (ou a Falta dele)
O plano de Jafar e seu fiel escudeiro de redação tem a solidez de um castelo de areia na beira do Lontra em dia de chuva.
Os vereadores, que de bobos só têm a cara de paisagem, olham para o dossiê de mentiras do infiltrado e perguntam: “Tá, mas e o meu camelo novo?”.
Enquanto o impeachment mofa na gaveta da irrelevância,
o infiltrado continua sua saga, batendo de porta em porta, vendendo uma narrativa que ninguém compra, por um preço que Jafar nunca vai pagar.
No fim, o Sultão Wagner continua no trono, e o jornalista descobre a dura realidade:
mentira não é estratégia, e ser capacho de vilão de desenho animado não dá direito nem a seguro-desemprego.
Nota de Rodapé: Se a carapuça serviu, favor ajustá-la para que não caia sobre os olhos enquanto digita a próxima “notícia bombástica”.