CAPACHO DE ALUGUEL: A ÉTICA QUE VIROU TAPETE.

Em uma Araguaína transformada em reino de areia e asfalto, o Sultão Wagner Rodrigues caminha pelos jardins do palácio, ignorando que, entre um cafezinho e uma coletiva,

o ar está carregado de fragrância de traição.

No centro dessa miragem, surge a figura mais

patética do folclore local: o Jornalista Infiltrado, também conhecido como o “Capacho de Ouro” do terrível Jafar.

O Plano “Gênio” (Sem Lâmpada e Sem Luz)

​O nosso bravo infiltrado, movido a promessas de um cargo de “Escriba Real de Terceira Classe” e talvez um saco de tâmaras secas,

recebeu a missão de Jafar: derrubar o Sultão com o poder da fofoca profissional.

​A estratégia é de uma sofisticação de dar inveja a uma criança de cinco anos:

  1. ​Inventar que o Sultão gasta o tesouro real com excesso de sorrisos nas inaugurações.
  2. ​Sussurrar nos ouvidos dos Vereadores-Mercadores, que estão mais preocupados com o preço do camelódromo do que com o destino do reino.
  3. ​Tentar um impeachment baseado no rigoroso crime de “não ser o Jafar”.

O Calvário do Infiltrado

​O problema de ser um capacho é que, eventualmente, as pessoas limpam os pés em você.

O infiltrado corre pelos corredores da Câmara, tropeçando na própria língua, tentando convencer os nobres parlamentares de que o Sultão cometeu crimes hediondos contra o bom senso de Jafar.

​É uma cena dantesca:

o jornalista, com a ética de um hiena e a credibilidade de uma nota de três reais, tenta transformar um “ouvi dizer” em uma peça jurídica.

Ele acredita piamente que é o mestre da manipulação, quando na verdade

é apenas o controle remoto pilhado de alguém que não tem coragem de aparecer.

O Gran Finale (ou a Falta dele)

​O plano de Jafar e seu fiel escudeiro de redação tem a solidez de um castelo de areia na beira do Lontra em dia de chuva.

Os vereadores, que de bobos só têm a cara de paisagem, olham para o dossiê de mentiras do infiltrado e perguntam: “Tá, mas e o meu camelo novo?”.

​Enquanto o impeachment mofa na gaveta da irrelevância,

o infiltrado continua sua saga, batendo de porta em porta, vendendo uma narrativa que ninguém compra, por um preço que Jafar nunca vai pagar.

No fim, o Sultão Wagner continua no trono, e o jornalista descobre a dura realidade:

mentira não é estratégia, e ser capacho de vilão de desenho animado não dá direito nem a seguro-desemprego.

Nota de Rodapé: Se a carapuça serviu, favor ajustá-la para que não caia sobre os olhos enquanto digita a próxima “notícia bombástica”.

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